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Corolarium – Maria de Nazareth, 1968

596 Visualizações, Iniciado por Ram, 29 de Junho de 2025

Ram

#Corolarium#Maria de Nazareth#Diamantino Coelho Fernandes


Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.

(Mateus - 11, Bíblia Almeida revista e atualizada)


Com citações autorizadas pelo detentor dos direitos.


Pra ter uma ideia inicial deste livro, vamos ver o que o médium diz, logo no começo.

CitarIntrodução

Ao entregar ao público leitor este quinto e último volume das obras programadas pelo Senhor Jesus, para constituírem a Grande Cruzada de Esclarecimento das almas viventes neste mundo terreno, eu desejo oferecer aos leitores alguns detalhes relacionados com a sua elaboração, no que diz respeito ao recebimento do ditado de Maria Santíssima.

Atendendo à consulta que me foi dirigida pelo Irmão Thomé, da parte do Senhor Jesus, sobre se estaria disposto a receber um quinto e último volume de conselhos e ensinamentos procedentes do mundo espiritual, a minha resposta foi imediata e favorável, como não poderia deixar de sê-lo. Desejei conhecer de pronto o nome da Entidade que viria ditar a obra, porém me foi dito que eu o saberia em breve da própria Entidade. Qual não foi, pois, a minha alegria ao constatar, no início do meu trabalho, que a Entidade Autora outra não era senão a minha tão venerada Mãe Santíssima.

Iniciamos assim o trabalho conjunto no sábado 6 de maio de 1967, e nele prosseguimos todos os sábados e domingos ininterruptamente até ao último capítulo, psicografado a 18 de fevereiro deste ano de 1968.

O nosso lar à Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 99, iluminava-se então semanalmente com a presença de Maria de Nazareth, a Mãe Excelsa de Jesus, acompanhada de uma pequena comitiva de cinco a seis Entidades, que ali se hospedavam todos esses sábados e domingos em que perdurava o nosso trabalho. Dessa comitiva fazia parte invariavelmente a nossa querida filha Dylma que nos deixara em outubro de 1944, e que Nossa Senhora bondosamente recebera e admitira ao seu serviço no Alto como secretária particular, e nessa qualidade a trazia em sua comitiva.

Durante esses quase dez meses do nosso trabalho, outros entes queridos compareceram também por uma deferência de Maria Santíssima a estes modestos servidores do Senhor Jesus. Pais, irmãos, cunhadas e sobrinha desencarnados, estiveram várias vezes no nosso lar, deslumbrados e agradecidos à deferência de Nossa Senhora para com eles e nós. Mas vinham habitualmente também duas a três Entidades femininas da Corte de Maria Santíssima, desejosas de assistir ao processo psicográfico, o meio pelo qual podem as almas que vivem no Céu escrever livros e mensagens na Terra.

O meu contentamento era grande naqueles fins de semana do nosso trabalho em conjunto; e eu, para testemunhar esse contentamento, meu e da minha esposa, adquiria semanalmente um botão de rosa branca que minha esposa oferecia no sábado, já aberto em bonita rosa, à nossa querida Mãe Santíssima, que retirava o duplo fluídico para conduzir com Ela para o Alto em seu regresso no domingo, onde, segundo escreveu, havemos de encontrá-los no nosso próximo regresso.

Durante a permanência em Copacabana nas tardes de sábado e domingo, Nossa Senhora apreciava com as Entidades da comitiva diversos aspectos da vida nesta cidade, inclusive o movimento das praias; e a nossa filha que residira em vida neste bairro, mostrava-o alegremente às suas companheiras, maravilhada por se encontrar novamente em Copacabana.

São estes os detalhes que eu desejo oferecer aos meus estimados irmãos que vierem a adquirir este volume, no qual encontrarão esclarecimentos capazes de ajudá-los a alcançar, ainda na presente existência, a desejada redenção espiritual.

Eu lhes faria então um pedido, de todo o meu coração: se eu não estiver mais na Terra ao adquirirem esta obra portentosa, enviem um pensamento ao Senhor Jesus pelo progresso espiritual deste irmão dedicado.

Diamantino Coelho Fernandes



Foto do arquivo SURSAN publicada na Revista Ângulos, do CREA

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#corolarium#mariadenazareth#


Sinal dos Tempos: Corolarium acaba de ser lançado em 5 idiomas. Além do relançamento do original em português, agora existem as versões em espanhol, francês, italiano e inglês. As 5 versões estão disponíveis em papel e para leitores Kindle. O atual editor é o Prof. Álvaro Alves Vieira.

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Amalia Domingo Soler nasceu em Sevilha (Espanha) em 10 de novembro de 1835. Viveu até os 73 anos. Foi escritora, poetisa e atuou com fervor junto ao movimento espírita espanhol.

Dotada de sensibilidade mediúnica, conheceu em 1879 o espírito que seria seu guia: Padre Germano. Por aquela época, também conheceu o médium Eudaldo, que viria a receber várias mensagens do Padre, mais tarde reunidas no livro Memórias do Padre Germano.

Passou por inúmeras dificuldades na vida, sendo a maior delas a quase cegueira – surgida após uma doença.

Há um resumo biográfico na Wikipédia em espanhol: https://es.wikipedia.org/wiki/Amalia_Domingo_Soler




Em alguns trechos do Corolarium, Maria fala de sua mais recente encarnação. Juntando os relatos, tudo aponta para Amalia Domingo Soler, a escritora, poetisa e médium espanhola do Século 19.




Citações de Corolarium, Maria de Nazareth, 1968
Médium: Diamantino Coelho Fernandes



Capítulo XLIV

(...) Eu me recordo um pouco ainda dos momentos que precederam a minha última desencarnação, numa pequena cidade da Espanha. Eu me havia dedicado à instrução das crianças que frequentavam a minha modesta escola, uma escolinha mantida pela agremiação da qual eu fazia parte. Percebendo a aproximação da minha partida, uma só preocupação eu alimentava, que era deixar uma substituta capaz de dispensar às minhas queridas crianças o mesmo amor que eu lhes dispensara durante vários anos. E roguei então à Providência Divina que me facultasse apenas o tempo necessário para que a minha partida nenhuma falta fizesse então. Essa graça foi-me concedida, e eu me dispus a regressar com o coração bastante alegre, pelo fato de poder deixar a vida da minha escolinha perfeitamente normalizada. Agora não tenho palavras para traduzir a minha alegria imensa ao me encontrar de novo no mundo espiritual, após o cumprimento da tarefa que recebi, uma dura tarefa, é verdade, mas que eu pude cumprir integralmente. Inúmeras eram nesse momento em que abri os olhos da alma, as luzes maiores e menores que me circundavam. Intuitivamente eu pude traduzi-las, como significando as grandes e pequenas dificuldades que havia defrontado na Terra, as quais, com a minha fé e grande paciência, eu conseguira vencer. Nesses momentos históricos para todas as almas, nós bendizemos os esforços empregados com paciência e fé, no sentido de prosseguirmos em nosso caminho, o caminho que nós mesmas construímos no Além para trilhar na Terra.

Este pequeno detalhe da minha última estada na Terra, que agora ficais conhecendo, servirá para que possais compreender algumas das dificuldades com as quais por vezes vos defrontais. Se a vossa intenção é boa, sã, elevada, deveis perseverar nela, porque do Alto partirá a ajuda, o socorro necessário. Se alimentardes, então, a fé e a paciência no vosso coração, não tenhais a menor dúvida de que superareis com elas as maiores dificuldades com as quais vos defrontardes.

Capítulo II

(...) Desejo manifestar a todas as minhas filhas terrenas a minha maior disposição em cooperar na medida em que puder, para a solução dos seus problemas pequenos ou grandes, pelo desejo que me anima de tornar mais alegre e feliz a sua permanência na Terra. Eu falo desta maneira porque conheço de ciência própria os problemas com que se defrontam a cada passo, principalmente as mulheres na Terra. Devo dizer-vos que ainda no século passado aqui estive e muito lutei para poder manter-me na minha determinação de viver independente para melhor servir aos desígnios do Senhor. E foi tão árdua para o meu Espírito essa minha última estada na Terra, que eu procuro recordar apenas os momentos de êxito, quando pude verificar que algo havia produzido em favor do esclarecimento dos demais. Lutei por isto intensamente porque o meu Espírito ansiava por espalhar luz em meio à treva da ignorância de então. Podereis pensar talvez, minhas filhas, que sendo eu já portadora de um intenso foco luminoso como de fato era, não poderia encontrar dificuldades nem obstáculos ao cumprimento da minha tarefa. Eu vos direi então, minhas queridas, que assim não é, desde que tenhamos mergulhado na carne, assim como ora vos encontrais. O mundo terreno está cheio de obstáculos à realização de todas as ideias alevantadas, colocados estes pelos homens que preferem prosseguir na comodidade dos seus interesses pessoais. Por isto é que aqui têm vindo, seguidamente, Entidades de grande luminosidade para o cumprimento de belas tarefas em prol do progresso e da felicidade dos seres humanos, e acontece regressarem ao Alto sem poder cumpri-las ou as cumprindo pelo mínimo.

Uma prova disto vós a tendes na vinda do Senhor Jesus há quase dois mil anos, animado dos melhores propósitos em relação aos viventes de então. Jesus lutou denodadamente pela ideia fundamental que o Pai Celeste lhe entregara, que era incutir no coração de todos os homens a necessidade de se amarem uns aos outros, e não a prática condenável de se considerarem uns superiores aos outros devido a circunstâncias fortuitas. O Senhor palmilhou longos caminhos, como sabeis, na pregação daquele luminoso princípio, e todas sabeis igualmente como encerrou os seus dias na Terra. Se ao Senhor fizeram o que fizeram, com o propósito de impedirem a continuação de sua sementeira de amor e entendimento entre os homens, quanto mais o fariam e têm feito realmente a outros emissários menores que vieram pregar também o doce princípio da igualdade humana perante as leis divinas.

Eu aqui me encontrei, por conseguinte, fartamente munida do desejo de iluminar pela palavra e pela pena, se possível, a uma grande parcela da humanidade. Para esse fim estabeleci a norma de vida que me convinha, que era a minha independência econômica que a princípio me pareceu fácil de conseguir. Em pouco, porém, dadas as idéias que enunciava, compreendi que teria de lutar muito e sofrer bastante para poder manter-me na situação idealizada. Aconteceu, entretanto, algo de muito triste logo no começo de minha mocidade, algo que eu rezarei muito para que não aconteça a nenhuma de vós minhas filhas queridas. Meus olhos passaram a preocupar-me de tal maneira, porque deles dependia o meu pão de cada dia, que me encontrei em breve quase completamente privada da visão de que tanto eu dependia para viver.

Eu estou vos relatando este fato, minhas queridas, com este duplo objetivo: para fortalecer em vós a convicção de que podeis vencer todo e qualquer obstáculo que porventura se vos defronte, e para que saibais igualmente que nenhuma Entidade, por mais elevada no mundo espiritual, escapa às contingências da matéria, uma vez ingressada na vida terrena. Na triste situação em que então me encontrei, quase totalmente privada da luz dos olhos, eu apenas podia apelar para a Misericórdia Divina, para que me socorresse em sua magnanimidade, a fim de que eu não sucumbisse à míngua naquela situação. Foi o que fiz, minhas queridas, e tive a alegria de receber o socorro divino por mãos humanas, uma maneira muito comum de a Providência Divina atender aos filhos encarnados. Recebi certo dia a visita de uma criatura de Deus, que me vinha informar que havia na mesma cidade um núcleo de trabalhos espirituais, onde algumas pessoas quase cegas haviam recuperado a visão. Esse núcleo ficava bastante afastado do local em que eu vivia, e para me locomover até lá eram necessários recursos que me faltavam por me encontrar inteiramente privada de trabalhar. Eu resolvi então o problema transferido-me para as proximidades desse núcleo para assim poder frequentá-lo. Foi uma resolução inspirada certamente pelo Alto, a qual eu muito agradeci na ocasião e ainda hoje recordo reconhecida. Passei então a receber passes na vista, proporcionados por um senhor que para mim era um santo, tal o poder de que dispunha para curar ou amenizar situações semelhantes à minha. Com o perpassar dos dias comecei a sentir melhoras que muito me alegraram, e que eu agradecia comovida à Divina Providência. Com as primeiras melhoras pareceu-me que já poderia trabalhar para ganhar o meu sustento, e tentei. Verifiquei, porém, que a minha visão ainda não resistia ao esforço do trabalho manual. Eu tentei então escrever para a imprensa alguns artigos que me pudessem render o suficiente para me alimentar, e assim fiz. Enviei o primeiro artigo a uma revista de estudos filosóficos da cidade onde morava, e foi com grande alegria que recebi dias depois a visita do diretor da revista com o meu artigo publicado, e pedindo-me outros no mesmo sentido. Ele compreendeu desde logo a minha situação e me ofereceu pelos artigos uma quantia bem superior ao que eles podiam valer. Era a ajuda, ainda, da Providência Divina que chegava uma vez mais pela mão humana. Agradeci, comovida, esta retribuição, e passei a considerar-me nessa ocasião a criatura mais feliz do mundo. Os meus olhos estavam melhorando sensivelmente com os passes magnéticos do núcleo espiritualista, e já me permitiam redigir alguns artigos para poder alimentar-me. Isto tudo, minhas queridas, na situação em que então me encontrava, era para mim a felicidade, por me proporcionar a esperança da recuperação total da minha visão, da qual havia certamente de depender a minha alegria de viver.

Eu não desejo transportar para este livro a biografia da minha última estada na Terra, por ser outra a finalidade que agora me traz em Espírito ao meio terreno. As referências que aqui vos deixo servem para todas ou qualquer de vós que porventura se encontrar momentaneamente em situação menos favorável ou menos feliz, não perca jamais a esperança de vencer a dificuldade, firmando-se na ideia luminosa do socorro espiritual, que nunca falta àqueles que souberem apelar para essa fonte inesgotável de assistência em todas as circunstâncias. Uma conclusão ainda se oferece em face do pequeno relato que aqui vos deixo, e esta é que qualquer Espírito por mais evoluído, uma vez encarcerado pelo invólucro carnal, perde totalmente a própria ideia ou a lembrança de quem foi, e todo o seu poder de superação das dificuldades, para se lembrar apenas de quem é, e de estar inteiramente sujeito às contingências da vida terrena como qualquer dos seus contemporâneos. O que unicamente subsiste nos Espíritos evoluídos quando encarnados, é a fé nas Forças Superiores que dirigem o Universo, e para elas apelam frequentemente ou diariamente, como meio e esperança de proteção e ajuda nas suas dificuldades.

Capítulo XI

(...) Resolvi tornar o assunto supra para tema deste capítulo, meus queridos filhos e filhas, pela necessidade e urgência de se proceder a uma forma substancial em torno dos ensinamentos religiosos na Terra. Existe já uma corrente de pensamento filosófico digna dos nossos aplausos, pelo fundo de verdade em que baseia os seus ensinamentos. É a corrente espiritualista, à qual eu me filiei em minha última estada na Terra, após ter sido monja em pelo menos duas outras encarnações. Ao regressar ao Alto, após aquelas duas encarnações anteriores, eu pude verificar que bem pouco útil havia sido a minha vida, pelo nada ou quase nada que consegui realizar em favor dos demais. Enquanto na última existência vivida entre vós, eu dediquei todos os meus pensamentos e esforços à causa espiritualista, tanto pela pena como pela palavra, pelo conselho sempre ministrado em todas as oportunidades. Ao regressar ao meu plano de vida no Além, tive a satisfação imensa de constatar o acerto dos passos dados em favor da difusão da chamada Doutrina dos Espíritos, aquela que consegue realmente esclarecer as almas encarnadas acerca do seu futuro, e consolá-las em seus momentos dolorosos.

Capítulo XVIII

(...) Sem desejar voltar a escrever acerca da minha encarnação no século passado, pelas recordações melancólicas que o fato me proporciona, eu apenas direi que a chegada do último alento do meu corpo exausto de lutar para se manter constituiu para mim uma das minhas maiores alegrias. Eu tinha também e bastante acentuado o meu apego ao corpo, porque dele me utilizava para trabalhar e viver. Meu único receio consistia na eventualidade de me tornar possivelmente inválida e passar a dar trabalho aos outros. Mas isto só me acontecia nos curtos momentos em que a minha fé se enfraquecia, em face das circunstâncias que me rodeavam; logo, porém, o meu Espírito reagia, e eu então me interrogava a respeito da minha fé, e a mim mesma me censurava por esses momentos. Logo, entretanto, que a Providência Divina houve por bem me chamar de regresso aos planos de luz, harmonia e tranqüilidade espiritual, desliguei-me do corpo cansado, e parti feliz de mim mesma, abençoando de todo o coração a lei divina que nos retira da matéria pesada que carregávamos, para um repouso merecido e jubiloso. Esta é em regra a situação de todas as almas que partem da Terra ao fim duma existência de trabalho e aprendizado, contanto que possam conduzir em sua bagagem, como eu pude conduzir na minha, os frutos luminosos de um labor dedicado o quanto possível ao bem do próximo. Eu, conforme escrevi anteriormente, dediquei minha última existência terrena à difusão da doutrina espiritualista, visando a iluminar as consciências menos esclarecidas. Isto eu fiz com tão profundo sentimento de amor nos meus trabalhos, que a minha palavra se impregnava deste puro sentimento, sendo por todos recebida com esse divino dom. Minha maior alegria consistia em receber notícias e declarações pessoais do efeito que minha palavra ia produzindo nos corações dos leitores, encaminhando-os para a luz espiritual. Ao chegar, porém, ao meu plano de vida no Além, foi que eu pude avaliar toda a extensão da sementeira de luzes que eu havia produzido na Terra.

Mas deixemos essas recordações em paz. Apenas aludi mais uma vez a elas para apresentar meu próprio exemplo, em torno da felicidade e bem-estar que no Alto aguardam as almas momentaneamente encerradas na carne. Se me permitis uma exortação a mais, esta será no sentido de que paralelamente às vossas atividades materiais destinadas à manutenção do corpo, vos dediqueis um pouco ao bem do próximo, da maneira que mais o possa beneficiar, que é o seu esclarecimento espiritual.

Capítulo III

(...) Eu sei de antemão que não há de faltar quem se disponha a contestar, provavelmente, a autenticidade da minha palavra através deste livro, isto não, certamente, por não lhe reconhecer o mérito; mas por supor, na elevação da dedicação em que conserva a minha personalidade espiritual, julgando por isso impossível àquele Espírito que teve a felicidade imensa de trazer o Senhor à Terra em corpo físico, deslocar-se da Corte Celeste para mergulhar no ambiente perturbado da Terra, com o objetivo de ditar um livro para conhecimento de quantos tiverem a ventura de possuí-lo. Eu esclarecerei de todo o coração os meus dedicados filhos e filhas que assim pensarem, que a circunstância de uma Entidade haver prestado serviços à Humanidade terrena, merecedores ou agraciados com a santificação do seu nome pela venerável Igreja Católica, não a impede, absolutamente, não só de reencarnar com outro nome em cada novo mergulho na carne, e muito menos de prosseguir em seu trabalho meritório no Espaço, da maneira pela qual possa melhor servir aos desígnios do Senhor. Este tem sido o meu, e o caso de numerosas Entidades que lograram receber de Roma o elevado grau de sua santificação, galardão que ostentam com sincera humildade. Eu voltei à Terra várias vezes após o fato histórico de Jerusalém, tendo sido religiosa em duas delas pelo menos, e a última vivida fora de qualquer laço religioso, para me dedicar com toda a minha alma à difusão dos princípios espiritualistas, aos quais me referi no capítulo anterior.


Ram

#Corolarium#MariadeNazareth#profeciasobreotelefonecelular#


Em 1968, Corolarium anuncia o advento da telefonia celular

Corolarium, 1968
Ditado por Maria de Nazareth
Médium: Diamantino Coelho Fernandes

Trecho do Capítulo XL: Grandes novidades estão surgindo na Terra

(...) As almas que vivem no Além têm cada qual as suas ocupações diurnas e noturnas, desde que integradas no princípio divino do trabalho como elemento do progresso universal. Há assim as almas que plantam, fiam e tecem, as que bordam, pintam, decoram, as que fazem música, literatura, as que se dedicam aos jardins no cultivo das flores, que se apresentam belíssimas e de raro perfume. Há as almas sequiosas de saber e que se dedicam ao estudo daquilo que mais lhes interessa; há as que se empenham na descoberta de novos processos destinados ao progresso do mundo terreno, quando tiverem oportunidade de reencarnar. Neste setor, eu vos informo que muito existe em matéria de progresso para descer ainda no século em curso, capaz de revolucionar boa parte do que conheceis.

Novos tipos de motores elétricos e outros destinados ao uso da energia nuclear estão descendo à Terra no cérebro, principalmente, das almas encarnadas nesta segunda metade do século. É a nossa juventude de hoje, por conseguinte, a portadora dessas grandes novidades que muito haveis de apreciar.

Há entre as novidades, esta que muita alegria vos proporcionará: munidas de uma pilha minúscula que podereis guardar no bolso do colete, vós tereis a faculdade de comunicar-vos com amigos ou parentes vivendo noutra cidade ou região, como se presente estivésseis. Este invento que está prestes a aparecer na Terra substituirá em grande parte a correspondência epistolar dos dias presentes, porque vos permitirá manter conversação a grandes distâncias, tudo dependendo do tipo de aparelho que possuirdes.

Praticamente este instrumento minúsculo terá para vós o mesmo efeito do pensamento nos planos espirituais, por meio do qual nós nos entendemos a qualquer distância. (...)




Frum Patrcia