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Por que os espíritos usam veículos?

939 Visualizações, Iniciado por Ram, 31 de Março de 2025

Ram

#veículosastrais#naveastral#aeróbus


Por que os espíritos usam veículos?

A resposta é simples e científica: eles usam veículos pelo mesmo motivo que os encarnados. Economia energética.

A gente pode sair de casa e andar por quilômetros a pé. Mas, se puder fazer isso em um veículo, quase todo o mundo vai preferir.

Ninguém pense que, chegando ao Céu, vai sair voando pra todos os destinos. Existem almas que lá vivem há décadas, e jamais deram sequer uma voadinha. E elas não estão a fim de tirar os pés do chão. E existem as que sonham em volitar, mas não conseguem.

Tudo requer algum esforço, disciplina, estudo. Como diz a Patrícia, estudando é sempre melhor.

Tá. Tem as almas elevadíssimas, que habitam os céus sutis. Essas podem se deslocar com bem mais facilidade. Mas sempre haverá alguma demanda de energia corporal.

Desde os coches de A vida além do Véu até os de Memórias de um suicida, são fartos os exemplos do uso de veículos de transporte no Além.


Ram

#veiculosdetransportenoastral#aerobus#aeróbus


Continuação...


Em seu último livro psicografado por D. Zíbia, o espírito Silveira Sampaio descreve uma viagem à colônia Alverne. Bonito lugar, ótimas pessoas. O detalhe curioso fica no grande apego que os habitantes sentem pelas coisas antigas, épocas que se foram, costumes agora desnecessários.

Qual o problema? Nenhum, ao que parece. Na Terra, muita gente adora filmes de época. Pois o pessoal de Alverne respira e vive na tal época, haha. Vamos ver esse pedaço, que refere um curioso vagão deslizante, o que levou Silveira à encantadora Alverne.

CitarCitação:
O repórter do outro mundo
Espírito: Silveira Sampaio
Médium: Zíbia Gasparetto
Editora: Vida e Consciência – 2007

Capítulo 13

(...) Estava na hora de ir. Lancei um olhar agradecido sobre aquela casa que me abrigava, saí e fui ao encontro de meu amigo Jaime.

A noite estava linda e eu, apesar de saber que ia para um lugar diferente do meu, sentia o prazer da aventura.

Vendo-me entrar, Jaime tornou:

– Está quase na hora. Vou acompanhá-lo até o local.

Ele segurou no meu braço e fomos volitando pelo espaço. Rapidamente nossa cidade ficou para trás, e apenas a luz da Lua nos mostrava o caminho.

Depois de algum tempo avistamos uma estrada com uma luz amarelada:

– É aqui. Não devem demorar. Vamos esperar.

Eu olhei em volta, mas ao redor só havia escuridão. Pouco depois, vislumbramos dois faróis que se aproximavam. Não havia nenhum ruído.

Então pude ver um enorme vagão, parecido com os de trem, mas sem rodas, que parou à nossa frente. Uma porta se abriu e Jaime disse:

– Pode entrar. Deus o acompanhe.

Entrei e olhei em volta. Iluminado fracamente por uma luz amarelada, havia assentos, todos ocupados por pessoas de vários aspectos.

Alguns dormiam recostados, outros, apesar dos olhos abertos pareciam alheios ao ambiente.

Uma voz que não sei de onde veio disse:

– Sente-se. Vamos partir.

Sentei-me no único lugar que estava vazio. Sentia uma enorme curiosidade, vontade de conversar com aquelas pessoas, mas assim que me acomodei, uma sonolência tomou conta de mim. Sem saber como, adormeci.

Acordei e olhei em volta tentando situar-me. Não sei quanto tempo dormi, mas vi que ainda era noite e continuava sentado naquele veículo, viajando.

Tudo continuava igual, mas, instantes depois, vislumbrei uma luz amarelada e um enorme portão que abriu quando nos aproximamos.

Agora, apesar da luz fraca eu podia ver a paisagem. Estávamos em um grande parque, cheio de árvores que se enfileiravam nos dois lados da estrada.

Depois, apareceram algumas construções, que me pareceram familiares, porquanto eram muito semelhantes às que existiam no meu Rio de Janeiro, nos alegres anos da minha infância.

Uma onda de entusiasmo me invadiu. Aquela aventura prometia ser melhor do que eu podia esperar.

Finalmente, paramos em uma estação. Em uma placa pintada estava escrito: "Alverne".(...)



A necessidade de veículos astrais parece muito normal, segundo a literatura mediúnica. Pode ser que, quanto mais elevada a esfera celeste, isso se torne dispensável. Será? Não importa o quão sublime seja o nível dos habitantes e do lugar, a Lei é a mesma: Milagres não existem. Sempre haverá algum dispêndio de energia corporal. – Ah!, Mas os corpos nas altas esferas são meros fantasmas semitransparentes – alguns dirão. Talvez pareça assim, pra quem vive nas esferas mais densas. Mas, pros moradores do Alto Céu, hão de ser corpos normais, palpáveis.

Outro detalhe da narrativa: Silveira e Jaime se encontraram e foram voando até a estrada por onde passava o tal vagão deslizante. Porém, a partir dali, o autor usou um transporte coletivo pra se dirigir até outra colônia.

Pra quem ficou supercurioso sobre o vagão, mais adiante o Silveira explica que o sono era provocado por uma emanação gasosa acionada quando o passageiro se sentava em seu lugar. Isso é assim em razão de o veículo transportar muitos recém-desencarnados e seus acompanhantes.




Ram

#veículosnomundoespiritual#aerobus#


Continuação

Uma das razões de existirem veículos de transporte no Astral é o puro deleite da alma. A outra razão é a economia de energias corporais.



Pessoas realmente astrais nutrem-se exclusivamente da atmosfera e da luz divina. Poderiam viver séculos sem se sentar ou recostar. Mas todo e qualquer esforço muscular – por exemplo: ficar em pé – há de requerer o uso da energia corporal (corpo astral). Agora imagina o dispêndio de energia de uma alma que resolve fazer um grande percurso no estalo, tipo o Flash. Se ela já dispõe do conhecimento técnico e da reserva de energias (psíquica e corporal), tudo bem. Mas se tem um veículo regular que passa ali perto e faz o trajeto desejado, por que não pegar o aerobus?



Assim as almas astrais, mesmo as mais desenvolvidas, sentam-se em sofás, poltronas e cadeiras. E viajam confortavelmente em aeronaves seguras e silenciosas.

"Mas teve aquela viagem da Maria João de Deus a Saturno", diria alguém que acabou de ler Cartas de uma Morta. "Ela apenas desejou estar em Saturno e o Guia a levou em segundos pra atmosfera saturnina".

Sim. Mas não pense que coisas do tipo acontecem com qualquer um. No caso de MJD, havia uma circunstância rara em jogo: um dos filhos que a autora deixara na Terra, poderoso médium, realizava diariamente o trabalho santificado de escrever livros e cartas ditadas pelos mortos. E o tal "bondoso Guia", como ela diz, era um espírito capacitado para levar Maria naquelas viagens vertiginosas. Sabe Deus de que Esfera elevada ele havia descido.



Continua...

Frum Patrcia