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Simplifica – poema de Casimiro Cunha

598 Visualizações, Iniciado por Fórum Patrícia, 14 de Julho de 2025

Fórum Patrícia

Casa minimalista no Japão, poema Simplifica, de Casimiro Cunha
Simplifica
Casimiro Cunha
Antologia dos Imortais, médium Chico Xavier, 1962


Clamas que o tempo está curto;
Contudo, o tempo replica:
– "Não me gastes sem proveito,
Simplifica, simplifica."

É muita conta a buscar-te...
Armazém, loja, botica...
Aprende a viver com pouco,
Simplifica, simplifica.

Incompreensões, chicotadas?
Calúnia, miséria, trica?
Não carregues fardo inútil,
Simplifica, simplifica.

Encontras no próprio lar
Parente que fere e implica?
Desculpa sem reclamar,
Simplifica, simplifica.

Se alguém te injuria em rosto,
Se te espanca ou sacrifica,
Olvida a loucura e segue...
Simplifica, simplifica.

Recebes dos mais amados
Ofensa que não se explica?
Esquece a lama da estrada,
Simplifica, simplifica.

Alegas duro cansaço,
Queres casa imensa e rica;
Foge disso enquanto é tempo,
Simplifica, simplifica.

Crês amparar a família
Pelo vintém que se estica?
Excesso cria ambição.
Simplifica, simplifica.

Dizes que o mundo é de pedra,
Que as provas chegam em bica;
Não deites limão nos olhos,
Simplifica, simplifica.

Recorres, em pranto, ao Mestre,
Na luta que te complica,
E Jesus pede em silêncio:
Simplifica, simplifica.


Fórum Patrícia

Boneca, poema de Narcisa Amália, a garota dançante, a mulher e a velha libélula.

Acima, vimos o tremendo poema Simplifica, de Casimiro Cunha.
Agora vêm esses versos do espírito Narcisa Amália


CitarBoneca - poema de Narcisa Amália
Médiuns: Chico Xavier e Waldo Vieira
Antologia dos imortais - 1962, Feb

Boneca!... Era uma vez a bonequinha humana,
Borboleta a voejar, sob véus de neblina,
Primavera de sonho e graça matutina,
Transfundidas na carne em rósea filigrana...

Bela e ardente, dançou, qual brejeira cigana,
Nos laços da ilusão que se adensa e esborcina;
Mulher, envelheceu disfarçada em menina,
Alegre bibelô na ribalta mundana.

Nem renúncia no amor, nem lar de que se importe.
Mas, bailando febril, encontra, um dia, a morte;
Na dor que lhe crepeia o coração e a estrada...

A libélula cai sobre o charco profundo
E, no visco de lama, ouve apenas do mundo:
— "Boneca!... Era uma vez a boneca doirada!"