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A vida no Sol – Monge Voes e Ramatis

569 Visualizações, Iniciado por Ram, 04 de Setembro de 2025

Ram

#vidanosol#mensagemmediúnica#mongevoes#ramatis


Tudo começou numa noite de 1925, durante tradicional reunião espírita em Ivaí, no Paraná. A médium era Guilhermina Drischel. O espírito comunicante era o Monge Heinrich Voes, morto em 1523 em Bruxelas, Bélgica, na fogueira da Inquisição.

Dá pra imaginar a surpresa e a estranheza do pessoal reunido. Afinal, o Espiritualismo afirma que há vida em outros planetas. Mas agora o tema tinha ido além do aceitável. Estrelas fisicamente habitadas?

E o Monge foi respondendo às questões de um modo bem resumido e prático.






Citação de:  O Sol, 1925Apresentação: Narrativas mediúnicas para meditação dos que apreciam as partes científica e filosófica do Espiritismo.

= O Sol =

 Conteúdo: - Mensagens mediúnicas transmitidas pelas entidades espirituais Monge Voes e Irmão Ramatis.

 1a Parte: Exposição em linguagem humilde e singela pelo Monge Henrique Voes, servindo de médium a Sra. Guilhermina Drischel.

 2a Parte: Exposição de teor científico pelo Irmão Ramatis, servindo de médium psicógrafo Hercílio Maes.

Finalidade deste folheto: Induzir os seres humanos ao estudo das sublimes obras de Deus e à meditação das leis que regem o Universo.

Adenda: Que nos diz a Ciência? *

1a edição, 5.000 exemplares Curitiba - Setembro de 1954

1a Parte

= O Sol =

 "Não podemos deixar de difundir assunto transcendental, como este, especialmente destinado à meditação daqueles que têm certo pendor pela parte científica do Espiritismo.

"A comunicação mediúnica foi recebida em Ivaí, interior do Estado do Paraná, pela médium Sra. Guilhermina Drischel, em 1925, sendo espírito comunicante o monge Henrique Voes, martirizado e queimado na fogueira do Tribunal de Inquisição, na cidade de Bruxelas, no ano de 1523.

"Vejamos a mensagem do monge Voes:



"Aquele mundo - o Sol - maravilhosamente criado não é um corpo incandescente ou esfera ígnea como o supõem os vossos sábios, mas um imenso gerador de luz, com uma temperatura conveniente aos seres lá criados.

"É apenas a aparência que vos faz acreditar sair diretamente do Sol um enorme calor para o espaço. De fato, esse calor procede das imensas quantidades de radium que o interior do Sol contém; e as irradiações do mesmo, lá onde elas caem no espaço, percebem-se como calor.

  "A superfície do corpo solar divide-se em sete cintas ou zonas. A primeira, ou zona equatorial, é o grande gerador de luz e magnetismo. Compõe-se essa zona de imensas montanhas até de vinte quilômetros de altura segundo as vossas medidas. A massa sólida dessas montanhas constitui-se de rochas, atravessadas de veios de mercúrio, sendo a rocha encaixante composta de pó de ferro infiltrada de grandes quantidades de água.

 "A segunda das três camadas da litosfera que se distingue aí, consiste de sal, terra, fósforo e dos mais concentrados elementos radioativos; a terceira camada compõe-se de carvão com grande quantidade de ferro.

 "No interior mais profundo do solo acham-se grandes cavernas cheias de gases procurando forçar saída por lugares menos consistentes da crosta e, chegando na superfície, escapam pelos orifícios dos cumes das montanhas.

 "A zona inteira é limitada por uma ininterrupta cadeia de montanhas que consiste principalmente de talco branco, terra silicosa e abundantes jazidas de mercúrio. Nestas regiões não há vegetação alguma; os rochedos são lisos até aos altos cumes das montanhas.

 "A segunda camada, rica em matérias radioativas, produz irradiações mui fortes, e estas, por sua vez, tensões elétricas que se descarregam sob a forma de faíscas, inflamando os gases que emanam das montanhas, e assim surge a inextinguível e eterna fonte de luz.

"Tais gases, procurando os seus próprios caminhos e atravessando o solo amolecido pelas fontes das montanhas, mudam, às vezes, os lugares de sua emanação, causando assim violentas explosões acompanhadas de enormes descargas elétricas e erupções; faz-se assim, por consequência, a destruição completa dos velhos lugares que, depois, vistos pelos telescópios astronômicos, têm o aspecto de manchas mais ou menos escuras (manchas solares).

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Citar"As fontes abundantes que se acham nesta zona reúnem-se formando cascatas gigantescas de até mil metros de altura. As águas, pela queda, imediatamente transformam-se em chuvas miúdas que, conduzindo consigo partículas de talco, mercúrio e fósforo, produzem uma massa luminosa de reflexo vítreo com indescritível e quase insuportável luminosidade que ainda é aumentada pela luz intensa das montanhas. O calor irradiado do fogo dos gases é reprimido por enormes quantidades de nitrogênio.

"Outra fonte de luz solar é uma camada aérea autoluminosa e fosforescente que poderia chamar-se fotosfera e que circunda inteiramente o núcleo do Sol. As enormes quantidades de moléculas de gás e a pressão da eletricidade que batem contra a parte interna dessa camada, produzem um brilho extremamente luminoso. A fotosfera compõe-se de hidrogênio e outras substâncias gasosas que, penetradas por irradiações de radium, se tornam resplandecentes.

"A vossa ciência também conhece uma substância química que mostra efeito semelhante e que se chama platino-cianeto de bário. É natural que a dita camada solar tenha incomparavelmente maior efeito como produtora de luz e resplendor.

"Segue agora a descrição da segunda zona solar para poderdes imaginar a vegetação e a vida dos habitantes desta e das outras zonas.

"Cada zona fica separada das vizinhas por cordilheiras e estas, até a metade de sua altura, compõem-se das mesmas substâncias das serras que limitam a primeira zona.

"Aqui abriremos um pequeno parêntese para uma explicação que se faz necessária. É a respeito de 'ramjados' e 'mirholim' que são os nomes de uma espécie de terra muito leve e elástica, tanto que ninguém pode machucar-se quando cai no chão.

"Ramjados, mirholim, fósforo e radium formam as primeiras substâncias térreas até abaixo da altura de dois mil metros. Mais abaixo ainda, ramjados e mirholim formam a primeira camada do solo, onde já podem existir seres animais.

"Sendo a atmosfera, principalmente nesta altura, bastante úmida, e tendo a luz um resplendor cristalino e colorido, os animais inferiores que aí habitam estão adaptados a essas condições meteorológicas, possuindo muitos deles couraças cristalinas, especialmente nas espécies de caramujos ( a maioria forma-se em pirâmides hexagonais), conquanto outras espécies possuam carapaças estreladas. O alimento deles são musgos de várias cores nutridos por bastante umidade.



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CitarA Vida no Sol, Monge Voes

"Mais abaixo a vegetação é mui variada: crescem ervas viçosas e plantas maravilhosas, todas em cores brilhantes. Quanto mais baixa a paisagem, tanto mais belo o reino vegetal, rico em arvoredo frondoso e cerrado, que desprende cheiro aromático e produz deliciosos frutos.
 
"Aí é a pátria do tão famoso lírio; o vosso só é fraco representante do que existe no Sol, possuindo lá sua cor primordial e natural, isto é, levemente esverdeado com brilho finamente róseo.

As árvores são mais moles e delicadas que as terrestres. A folhagem dos cimos das copas brilha de modo extremamente claro, porém, quanto mais abaixo da copa, tanto menos intenso é o brilho que diminui até ao mais agradável verde.

"A altura dessas árvores chega a ter 250 metros; existem porém, excepcionalmente até com 500 metros de altura. A madeira é entremeada com ouro; algumas espécies são cheias de veios de ouro.

"As florestas são moradas dos espíritos que exercem grande influência sobre o estado paradisíaco deste maravilhoso mundo. A paisagem, às vezes, é cheia de colinas cujo interior cobre ricos tesouros de mármore verde e jazidas de ouro.
 
"As almas, lá em evolução, vivem num estado paradisíaco de caridade e bondade de coração. O corpo deles é de natureza mais fluida, quase diáfano, como o alabastro. São altos de estatura, de quatro e meio até cinco metros de altura, de maravilhosa formosura; - homens e mulheres circunfluídos de cabelos compridos alvo-amarelos. A vestimenta é de cor avermelhado-clara, confeccionada segundo um só modelo, sendo o tecido de escumilha.



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Frum Patrcia